Pretty Handsome


Estava eu navegando pela net, lá, lá, lá toda feliz, eis que me aparece uma tal de “Pretty Handsome” e utilizando as sábias palavras da amiga/ produtora/ diretora Sheylliane Butterfly, “eu digo é votz: o que é isso?!”. Como eu não conheço essa série? Pretensão minha achar que conheço todas, mas toda vez que eu vejo uma nova essa reação me escapa....
Completamente alheia à existência da nova série, que depois eu descobri ser uma das novas apostas do canal FX, por enquanto só nos EUA (damned!), fui dar uma checada na premissa dela que diz que a história vai girar em torno de um homem casado e com filhos, que se veste de mulher e quer fazer a cirurgia por não se sentir confortável com seu corpo. Eu não vi “Transamérica” ainda, mas confesso que foi a primeira coisa que me veio a mente quando li isso. Descobri que o piloto já tava dando sopa na net, então lá fui eu logo catá-lo.
E se você acha que essa premissa não era suficiente pra eu criar uma necessidade compulsiva e desesperadora pra ver logo a série, aguarde que aí vem o elenco...
Nesse elenco, assim, “super poooobrinho” temos “só” o Joseph Fiennes, como o protagonista (chato, hein?), a Carrie Ann Moss (pra quem ousa não lembrar, a Trinity de “Matrix”), o Robert Wagner ( o Jonathan Hart de “Casal 20”) e a incrível Sarah Paulson (Studio 60, Jack & Jill), pena que pelo piloto o personagem dela é bem pequeno... Mas, já valeu, só pra revê-la dando uma vida incrível a cena bem fraquinha em que ela aparece.
Mas, vamos a série! Eu gostei! E se ela seguir o ritmo do piloto, imenso, mas nem um pouco cansativo, ela entrará na lista das que eu acompanho desesperadamente. No primeiro episódio, Bob, o personagem de Fiennes, que é um ginecologista, assim como o seu pai, ainda não assume a necessidade de trocar de sexo. São apresentados, com muita sensibilidade, os anseios contidos do personagem, embalados com músicas que se não fossem tão bem colocadas eu diria que a escolha teria sido ultrabrega, mas não foi, não mesmo. A música é fundamental na série, ela dá um toque de humor e acaba conseguindo deixar o personagem mais leve. A trilha varia de música clássica a malhadíssima versão instrumental de “Garota de Ipanema”. É sério, em um outro contexto eu seria a primeira a dizer: vai um churrasco, aí?, mas, não, fica bastante interessante, chega a emocionar.
Completando a trama, temos uma esposa passando por uma crise no casamento, conferida com bastante leveza pela Carrie Ann Moss, e os filhos do casal: o mais velho que esconde a gravidez da namorada, já em um estágio bastante avançado; e o caçula, um geniozinho de apenas dez anos, nerd mesmo, anti-social e está na fase do querer começar, de forma um tanto perigosa, a sua vida sexual.
"PrettyHandsome" não apela pro sexo gratuito e consegue mesclar de forma bastante interessante o drama (denso) com pitadas de humor. Sem falar nos movimentos de câmera estilo “Friday night Lights”, que eu gosto! Os closes trêmulos, feitos com zoom mesmo e sem medo algum, são em momentos específicos, quando querem mostrar um pouco mais do lado humano do protagonista, seus momentos de extremo conflito, que conseguem ser muito verdadeiros e não caem em estereótipos... Esse estilo de direção de fotografia se repete em seus freqüentes momentos de devaneio, que misturam o que o personagem gostaria de fazer e o que ele acaba fazendo.
Eu gostei muito da série e espero que estreie no Brasil também, mas, se não estrear catem na net que tem! Por enquanto tá só o torrent sem legenda, mas tenho certeza que em breve alguma alma caridosa vai botar a legenda lá. =)
Ah, esqueci de falar que a série é do mesmo criador da médxia "Nip Tuck" , o Ryan Murphy... Dessa eu num sou muito fã não... Mas, falo sobre essa e outras em um outro momento...

Pra vocês já ficarem ansiosos, deixo um vídeo com os 3 primeiros minutos da série e pra quem não saca nada de inglês, vejam assim mesmo, porque as imagens e a trilha falam por si.

Bjus
Taty =)

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