O castelo animado


As metáforas usadas pelos cineastas para representar o amor verdadeiro, muitas vezes, se repetem, mas, em alguns casos, a mesma idéia já por tantas vezes testada, consegue se superar.
Se você parar para assistir um filme e em determinado momento o personagem falar "a beleza interior é o que conta...", eu vou entender a sua revolta em não querer perder horas preciosas com algo tão piegas e batido. Mas, dependendo da forma como é colocado, velhas fórmulas viram poesia para nossa alma.
É essa a sensação que eu tive quando finalmente assisti "O castelo animado". Meus preconceitos com longas de animação nunca antes me permitiram entrar nesse mundo tão perfeitamente colorido.
O filme conta a história de Sophie, uma jovem que trabalha na chapelaria de seu finado pai. Ela vive de forma medíocre, se isolando do mundo, por se achar feia e por ser considerada como tal pelas outras garotas que ela conhecia. Sua vida muda completamente quando ela resolve visitar a sua irmã e acaba sendo ajudada pelo feiticeiro Howl, mas, apesar do seu encontro com o vaidoso feiticeiro ter sido rápido, ela desperta a ira de uma bruxa que a transforma em uma anciã de 90 anos. A partir daí, Sophie sai em busca de uma solução para o feitiço que acabara com sua juventude, quando encontra em seu caminho o castelo de Howl, que a fará passar por grandes aventuras.

Nesse filme, a simbologia é usada como principal instrumento na transmissão da mensagem de amor. Desde a velha história do príncipe enfeitiçado, que só volta ao normal com um beijo na mulher amada, a um foguinho que, muito embora, em grande parte do tempo represente nossas más escolhas em váriso momentos ele consegue chamar atenção para a nossa falta de fé.

A figura feia da protagonista contrasta com o belo das suas atitudes; com seu excesso de amor para com os outros, em especial com o Howl, que é apresentado como um estereótipo de beleza e vaidade.

Foi muita sensibilidade do diretor ter colocado a aparência da personagem como jovem, mesmo ainda estando enfeitiçada, nos momentos do filme em que suas atitudes eram bonitas. Não só nos momentos em que ela estava com o seu amado, mas sim em todos aqueles em que os gestos e decisões de Sophie representavam extrema pureza de espírito.

É um belo filme que mostra o amor se sobrepondo a vaidade e o egoísmo; e que, apesar de não ser uma animação voltada para as crianças, deve ser assistido com o coração tão aberto como o de uma.

Ah, não mencionei que o filme é do mesmo diretor do premiado "A viagem de Chihiro", Hayao Miyazaki. Esse eu ainda não vi, mas mal posso conter minha ansiedade para vê-lo.

Bjus
Taty =)

2 comentários:

Mateus Cardoso disse...

O belo verdadeiro, moldado pelos traços perfeitos dos animes, contando uma história linda que trata da velhice e da feiura de uma forma bem bonita. O filme é pau mesmo! QUe bom que as animações estão ganhando seu coração! :P

Quando eu chegar, a primeira coisa que vou te emprestar, é a viagem de chihiro!!!!!!!!!!!!

Beijão.

Telacast disse...

olha aê... Já consegui um empréstimo. =P


Taty =)

 
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