Minhas noites de amora.

Uma garota simples, com os sentimentos arrebentados por um ex-namorado pulador de cerca, pergunta ao dono de um bar se o canalha tinha vindo buscar as chaves deixadas por ela. Não, ele não foi, e provavelmente não irá mais. Então começa uma história, onde a garota que resolve andar pelo país para esquecer o cara, vai conhecer um guarda alcoólatra, uma esposa cansada e uma viciada em jogos de cartas que farão ela mudar o olhar sobre sua vida, enquanto o dono do bar espera aquela garota, encantado pelas correspondências que ela envia, sem saber se a verá de novo, ou não.

Uma premissa simples, que esconde ótimas atuações, diálogos muito bem escritos, e consegue construir um filme melancólico e apaixonante que quase passou despercebido por mim. Mas é fantástico, e deixa uma sensação massa que poucos filmes de amor conseguem deixar, do velho resgate da esperança em um amor ideal e da melancolia característica do amor em suas formas de acontecer e acabar, mas isso tudo sem clichês cansativos, ou obviedades irritantes.

Talvez o filme tenha conseguido muita publicidade boca a boca por ser estrelado por Norah Jones que até então só tinha feito o que ela faz de melhor, que é cantar e compor. A cantora e agora atriz foi bastante atacada pela crítica por ter tido uma interpretação fraca perto de atores como Jude Law, Natalie Portman, e até a ganhadora do Oscar, Rachel Weiz, mas sua personagem exige dela exatamente o que ela faz no filme, ser encantadora e simples, e disposta a confiar em pessoa desconfiáveis até de primeira vista. E isso foi o que eu achei legal do filme, se você, como eu, se coloca no lugar da protagonista, disposta a ganhar da vida e do acaso, possibilidades de se divertir e se encontrar naquele emaranhado de situações complicadas e pessoas tão diferentes de si, você terá ganho uma bela experiência.

O filme tem uma trilha sonora muito bem selecionada que encaixa perfeitamente no filme músicas de cantores de sucesso como Feist e Bem Harper (e da própria Norah Jones), e uma fotografia intimista que aproxima bastante o espectador do drama pessoal de cada personagem.

Muito legal de se ver no cinema, mas se você não teve a oportunidade, pode alugar que vale a pena. Apesar deu ter ouvido que o filme era lento e depressivo, eu só posso dizer que quem achou assim, ótimo, pode continuar achando que o melhor do romance no cinema vem de filmes com nomes como: Como se Fosse a Primeira Vez. Não tenho nada contra, mas também nada a favor. O filme tem ótimas atuações, e um roteiro muito bem planejado que mantém você do início ao fim interessado no futuro da protagonista, e envolvido com as coisas que aquela personagem tem a descobrir.

Ah, e o ridículo nome do filme em português é, Um Beijo Roubado, juro que meu sonho é achar o imbecil que pôs esse nome no filme e perguntar se ele viu mais que 20 minutos da história pra chegar à conclusão que um filme que no original chama, My Blueberry Nights, ficaria melhor desse jeito. Enfim, tirando isso, pode ver e me falar o que você achou depois. E se já viu, pode concordar ou discordar, tamo aqui pra isso!

1 comentários:

Taty Macoli disse...

ah, eu vi um daqueles especiais da axn (ou seria da tnt?)sobre esse filme e fiquei com muita vontade de ver.

Esperei que a Norah Jones fosse fazer como atriz o que ela faz como cantora, não acrescentar nada. Perdão aos fãs... mas, não tenho paciência pra cantoras que lançam vários cds com músicas que parecem a mesma!=P

Mas, com certeza, verei o filme!

Taty
=)

 
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