Quartas do Escurinho - Especial Oscar 2009


Olá Pessoal,


Sei que já é quinta-feira, mas a vida é assim mesmo, rsrs. Programei assistir o filme quando chegasse do trabalho, mas acontece que acabei chegando bem mais tarde do que pensava, então acabou saindo atrasado o nosso post da quarta-feira.

Nós do Telacast, iremos fazer maratona Oscar 2009 e colocaremos posts especiais sobre alguns dos filmes que estão concorrendo, então preparem-se, vem muita informação por aí até o dia da premiação, 22 de fevereiro.

ATENÇÃO! O CONTEÚDO DO POST FALA SOBRE O TEMA DO FILME E PODE SER CONSIDERADO POR ALGUNS COMO SPOILER.
O filme que falaremos hoje é o adorável "Milk - a voz da liberdade", estrelado por Sean Penn e dirigido por Gus Van Sant. O drama, conta a vida de Harvey Milk, ativista do movimento gay dos EUA que lutou incessantemente pelos direitos civis dos homossexuais americanos. Para isso conseguiu, depois de muitas tentativas, um cargo público, ficando mais próximo dos espaços de decisão e aproximando a luta do movimento gay do poder público. Milk foi o primeiro homossexual assumido a obter um cargo público nos EUA e reparem que isso foi há bem pouco tempo, década de 1970.

Assistindo o filme, só consegui pensar em uma coisa: como a nossa sociedade é hipócrita. Gritam aos quatro cantos que os homossexuais, as mulheres, os negros conseguiram alcançar muitos direitos e que há igualdade entre os seres humanos, mas na prática sabemos que ainda não é bem assim. Esses grupos tidos como minoria, ainda são vistos como os "anormais", os "diferentes". Ou estou mentindo? basta eu exemplificar com uma conversa que tive esses dias. Estávamos falando sobre o preconceito que as pessoas ainda têm com homens que fazem balé e uma ex-bailarina afirmou que não quer que seu filho homem pratique a dança, pois querendo ou não, é um espaço homossexual e ela tem medo que o seu filho "siga esse caminho". Quem assistiu o filme verá que na década de 1970 essa idéia era muito presente: homossexualidade é doença, pega! Incrível como as coisas não mudam, não é mesmo?

Mas, como não pretendemos aqui fazer uma discussão política vou pulando para as minhas impressões acerca do filme. Sinceramente, não acho que ele tenha densidade suficiente pra vencer filmes como "O curioso caso de Benjamin Button" e "The Reader", apesar dele tratar de um tema bastante denso. Por outro lado, o filme tem um ar documental e biográfico que o torna diferente de outros filmes com temas reflexivos. Isso, o deixa, apesar de leve, muito interessante, pois vemos que o objeto do filme não é os direitos civis homossexuais, mas a vida de um homem espetacular que morreu por uma causa. Isso é lindo no filme, pois vemos um ser humano simples, de certa forma, tímido, mas que ao falar sobre a sua bandeira de luta se transforma em um homem forte e corajoso.

A interpretação de Sean Penn está ótima, apesar de que em alguns momentos ele me lembrar o personagem (Sam) do filme "Uma lição de amor". Em outros momentos, algumas interpretações pareciam forçadas, artificiais, apelando para conhecidos esteriótipos ao falarmos de personagens homossexuais. Mas, isso dá pra superar. O que não consegui superar foi a bendita trilha sonora. Eu sei que o filme concorre ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, mas não estou nem aí. Eu simplesmente odiei as escolhas feitas que não casavam com o teor dramático de algumas cenas. Mas, isto é a minha pobre opinião, não tô querendo dar uma de expert sobre trilhas sonoras.
Contudo, eu posso dizer que o filme é muito, muito, muito bom. Fazia tempo que não víamos nos cinemas filmes com um ar reflexivo escancarado como este. Vale a pena ir ao cinema pra ver Sean Penn interpretando a vida de um cara que merece o apaluso de pé de todos os cidadãos do mundo. O planeta Terra com certeza precisa de mais pessoas como o Harvey Milk.

Fiquem com o trailer do filme e até a próxima semana!



Vocês conseguem adivinhar quem é quem lá na foto de cima? Mas, nem se animem porque ainda não é chegada a hora de revelarmos nossas identidades secretas. Só um aviso, Sheylyanne Butterfly está na foto também.

bjú

Myrianna

Sim, minha nota para o filme é R$ 6,00. Lembrando que damos notas aos filmes baseados nos valores dos ingressos de cinema para estudantes daqui de Natal/RN. O que varia entre R$ 0,00 a R$ 7,50, sendo este o valor mais alto dos filmes que comentamos.

2 comentários:

Fernando disse...

Vale lembrar que os valores não vão de 0,00 a 7,50 - hahahahaha - infelizmente, não tem cinema de graça nessa cidade...
=/

Myrianna Coeli disse...

kkkkkkkk
Eu me expressei mal, o que varia mesmo são as nossas notas. kkkkkk

A pessoa quando não sabe escrever, é um "probrema", né mesmo? rsrsrs

 
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